Thursday, November 3, 2011

Economia Mesh: O Futuro Compartilhado

Um novo conceito começa a ganhar força com o uso da internet como meio de colaboração. Num momento em que todos defendem o uso racional de produtos, infraestruturas e recursos naturais, a possiblidade de compartilhar o que você não usa 100% parece ser interessante. Vem ai a economia MESH, ou em malha.

Você toparia ceder, emprestar ou alugar uma casa de praia que você só frequenta no verão? E a sala de treinamentos de sua empresa poderia ser usada por uma empresa de treinamentos? E seu carro? O brinquedo do seu filho encostado no porão?

Um livro recém publicado no Brasil "Por que o Futuro dos Negócios é Compartilhar", da autora Lisa Gansky, aborda o tema e defende que a propriedade seja cada vez mais compartilhada para otimização de recursos. Na verdade, a discussão do livro indica para uma mudança no conceito de propriedade, sugerindo que o mundo deve migrar para um consumo colaborativo.

Todos os dias ao chegar na universidade me pergunto se é mesmo necessário que cada aluno venha com o seu próprio carro. Um absurdo para o ambiente, para a economia e para o bolso dos consumidores. Que tal pensarmos num sistema integrado de caronas aonde todos compartilhem seus recursos. Quem já morou numa república universitária sabe bem o que estou falando. Um sistema aonde as pessoas abrem mão da sua individualidade em certos momentos em prol do coletivo. Não é só discurso, falo de viabilidade financeira.

Na prática, várias empresas e cidadãos já adotam a economia mesh através de serviços disponibilizados na Internet.  Nos Estados Unidos e na Europa empresas como a zipcar.com (no segmento de carros), a airBNB (compartilhando quartos) e thredup.com (brinquedos que não se usam mais) são alguns exemplos de que a ideia pegou. Em Recife, a empresa deskncoffe.com também inovou e começa a alugar para desconhecidos os espaços ociosos de empresas.

A questão cultural precisa ser vencida, principalmente em Países como o Brasil onde todos desconfiam e semprem querem "levar alguma vantagem". Os europeus montam serviços ondem oferecem para estranhos um sofá da sua casa para viabilizar viagens mais baratas e apoiar a passagem de pessoas nas suas cidades. Um professor conhecido usa este sistema e já se hospedou em lugares privilegiados.

Questões culturais a parte, a moda será dividir, compartilhar, otimizar e inovar. Vem aí um novo mundo. Vai entrar?

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