Thursday, August 7, 2008
Contágio em ambientes de TI
Por outro lado, o fracasso também contagia. Estudos (lucas, 75; Brown 1991) indicam que falhas no uso de TI fazem com que o relacionamento entre executivos de negócio e de TI sejam abalados. Factores como cooperação entre TI e as áreas para questões estratégicas, confiança, suporte dos usuários e dos gestores em questões decisórias sofrem com o negativismo e a descrença instalada no ambiente.
Considerando o papel da TI no processo actual de integração entre processos empresariais, a envolver toda a cadeia de produção desde fornecedores, parceiros e clientes, o risco social do efeito contágio pode assumir dimensões extra-organizacionais de grandes proporções. Por exemplo, considere uma empresa focada em oferecer serviços financeiros pela internet, integrando vários operadores e bolsas de valores. Esta empresa inova ao oferecer um serviço de busca de investimentos globais baseados na Internet, que no último trimestre proporcionou grandes rendimentos aos seus clientes e uma grande projeçao da empresa. Este clima positivo deve favorecer o surgimento de nova idéias e projectos entre as áreas de negócio e o time de TI. Caso os resultados fossem desastrosos, provavelmente a busca de novos projetos e novas idéias iria ser feita com muita cautela e até mesmo desconfiança sobre o time de TI. Isso se o time de TI ainda existisse depois do falhanço.
O contágio afinal de contas é um processo social resultante de acções ocorridas num contexto. Os motivos para a definição são diversos, e merecem ser mais investigados para proporcionar um ambiente favorável ao desenvolvimento da TI em uma organização. Estudos empíricos correlacionam o sucesso da TI a proximidade entre os profissionais de TI e profissionais de negócio, principalmente a nível decisório para impulsionar novos projectos. Uma boa percepção das possibilidades da TI aliadas a uma comunicação contínua e efetiva entre as áreas deve ser considerada uma excelente prática de governança de TI. Afinal uma empresa deve definir entre o vírus social do crescimento ou do negativismo orientado á custos.
Mesmo que seu ambiente de TI esteja infectado negativamente, não desanime. Lembre-se que tudo realmente depende do contexto em que insucessos aconteceram e uma relação de causa-efeito não é necessariamente estabelecida. O entendimento mútuo entre TI e área de negócios pode ser uma fonte de reversão do processo pessimista, de forma que os erros sejam profundamente estudados e assimilados por ambas as partes. Culpados não devem ser procurados isoladamente, mas deve-sim buscar uma melhor comunicação e cooperação entre as partes em busca de objectivos concretos a curto e longo prazo para a TI.
Wednesday, June 25, 2008
TI : Um Organismo Vivo à sua frente
A primeira tentativa de mapear essa realidade temporária pode nos seduzir a criar um mapa lógico com entidades, processos, equipamentos, redes, aplicações e sua relação com a estrutura organizacional. Essa prática pode ser conduzida com certo sucesso baseada em algumas propostas de arquitectura empresarial como a do clássico Sr Zachman ou do recente TOGAF, do Open Group.
No entanto, em contacto pessoal com empresas que usam intensivamente TI verifiquei que raramente encontrava uma resposta clara, concisa, e de entendimento comum sobre essa resposta. Alguns factores me seduzem a analisar essa questão sobre uma perspectiva mais básica, sobre as origens e características da infraestrutura de TI. A popular wikipédia por exemplo indica infraestutura como "um conjunto de elementos estruturais que enquadram e suportam toda uma estrutura", definindo assim o seu caráter estruturante, de suporte a execução de actividades. Ao transplantarmos para o mundo da TI, podemos verificar que a infraestrutura é extremamente complexa. São diversos os seus componentes:
- Equipamentos dos mais variados propósitos (computadores, servidores, roteadores, dispositivos móveis, fibra óptica, video conferência, celulares, impressoras,etc);
- Aplicações e software (Sisntemas operacionais, sistemas de gestão, controle operacional, utilitários, editores, etc.);
- Informação (multimidia, estruturada, arquivos, imagens, estratégicas, acadêmicas,etc.)
- A rede e seus padrões de transmissão e comunicação (Internet, intranet, Web, private,etc)
- Pessoas envolvidas na criação, uso, discussão, definição de aplicações e informação.
Ao longo do tempo, verificamos modificações na infraestrutura de acordo com os interesses gerais e particulares da organização, além de ações políticas, tecnológicas que acontecem na vida de uma organização. Factos estes como novos requisitos da organização, definição de novos direcionamentos tecnológicos, evolução e aquisição de aplicações, novas parceriais e assim por diante. Ou seja, sempre tem algo a acontecer que requer adaptações constantes, mesmo que menores em certos momentos, na infraestrutura. Temos assim, uma estrutura complexa, heterogênea, cujos elementos humanos e nao humanos, tem algum nível de interdependência a componentes mais compartilhados como servidores, aplicações, redes e bancos de dados centrais. O fato é que a governança e gestão da infraestrutura de TI é um desafio face a pervasividade da TI nesta rede heterogênea de actores humanos e não humanos.
Com as devidas proporções, podemos fazer um paradoxo da infraestrutura de TI a um organismo vivo, que está em constante adaptação ao contexto em que está submetido. Um organismo de TI usualmente evolui devido a adaptações necessárias na infraestrutura existente. De forma que os investimentos realizados e as relações estabelecidas entre usuários e aplicações ao longo do tempo influenciam no máximo aproveitamento da estrutura existente (base instalada), geralmente sendo raro o caso de reformular completamento a infraestutura do zero.
As mudanças demandam tempo e devem ser realizadas considerando-se as características da base instalada, minimizando impactos e investimentos. Ao fim ao cabo, podemos caracterizar ou fotografar a infraestrutura, como uma representação momentânea dos movimentos dos componentes de TI da organização face aos interesses individuais e coletivos.
Elementos de TI quando conectados a outros na infraestrutura, tornam-se interdependentes, requerendo ainda mais atenção sobre a interoperabilidade e sua evolução. Componentes ligados num organismo vivo com alta interdependência requerem ainda mais cuidado. A avaliação do interelacionamento entre os componentes do organismos de TI levam a análise minuciosa do impacto destas alterações, como por exemplo alteração de funcionalidades e caracteristicas de web services publicados num diretório de serviços de uso universal.Ciborra registra uma visão social sobre a infraestrutura ao afirmar ser essencial ter em conta aspectos como cuidado com aTI, hospitalidade no uso das aplicações e cultivo de potenciais para o seu desenvolvimento.
Podemos no próximo post fazer uma pequena reflexão sobre o uso da infraestrutura como um suporte a inovação caso a infraestrutura seja pensada de forma aberta a novas possibilidades.
Monday, April 21, 2008
Entendendo IT Governance - Conceitos
Assim, a TI constitue uma verdadeira empresa dentro de outras empresas, com uma linguagem própria, pessoas especializadas, plataformas tecnológicas, parque de equipamentos e sistemas de informação que dinamizam operações e integram pessoas em redes de comunicação. Entretanto esse ambiente cada vez mais importante para o negócio requer o alinhamento dos seus recursos com os objetivos organizacionais com um mínimo de risco possível e se possível com a optimização dos altos custos que permeiam a TI nas organizações, de forma a aumentar o retorno de valor para o negócio. Isto requer planejamento, organização e principalmente controle dos processos de TI para apoiar boas decisões a serem tomadas pela estrutura de pessoas que possuem autoridades e responsabilidade para tal. Estamos começando a entrar na seara de IT Governance ou governança de TI.
Na prática, este assunto ganhou mais destaque no início deste século, a partir de iniciativas como Sarbanes-Oxley (SOX) act nos EUA ou Basileia II na Europa que impuseram regulamentação forte para empresas que operavam em bolsa e tinham seus ativos gerenciados por tecnologia de informação. Projetos de TI sem controle começavam a representar um alto risco para a estabilidade econômica mundial.
Junta-se a importância estratégica de TI a necessidade de maior direcionamento dos recursos existentes e um apoio a tomadas de decisões totalmente transparentes, surge a governança de TI. Seguem duas das mais referenciadas definições sobre o tema:
Peter Weill do MIT: "especificar um framework com direitos decisórios e responsabilidades para encorajar comportamentos desejáveis no uso de TI"
ITGI do framework COBIT : " Responsabilidade de altos executivos, e consiste da liderança, estrutura organizacional, processos que garantam que uma organização de TI atende e amplia as estratégias e objectivos organizacionais"
Alguns aspectos são chaves nesta discussão:
a) Governança define Quem é responsável por tomar Quais decisões e define processos, práticas e práticas para garantir Como as mesmas sejam executadas pela gestão de ti. Portanto a governança especifica o que tem que ser feito e a gestão operacionaliza e garante a sua realização.
b) Os objetivos da governança de TI devem ser alinhados com os objetivos de negócios, definidos pela governança corporativa. IT governance é um subconjunto da governança corporativa e é direcionado por processos e decisões de alto nível.
c) Em termos gerais, a governança de TI deve buscar os preceitos máximos da governança, discutidos e sugeridos por instituições internacionais como OECD. Dentre eles: transparência, equidade, direitos, papéis, autoridade, responsibilização, plena comunicação e visibilidade.
d) Para implantar governança de TI, são necessárias perspectivas técnicas, organizacionais e comportamentais. Temos particular interesse na integração de questões técnicas e sociais.
e) Qualquer empresa que tenha algum uso mínimo de TI necessita de governança de TI, mesmo que com menos processos envolvidos e até mesmo com maior nível de informalidade num primeiro momento.
Nas próximas postagems irei discutir o COBIT, que é atualmente o padrão de fato para governança de TI.
Saturday, February 23, 2008
IT Glossary
Any comments and insertions are very welcome:
IT Service (ITIL Vision)
A service provided to one or more customers by an IT Service Provider. An IT Service is based on the use of information Technology and supports the customer´s businesses processes. An IT Service is made up from a combination of people, processes and technology and should be defined in a Service Level Agreement (SLA)
Agility
A system is also adaptative to unexpected changes.
F. Becker / Vokurka and Flidner cited in (Schelp & Winter, 2007)
Is the successful exploration of competitive bases (speed, flexibility, innovation proactivity, quality and profitability) through the integration of reconfigurable resources and best practices in a knowledgerich environment to provide customer-driven products and services in a fast changing market environment”
Yusuf Cited in (Schelp & Winter, 2007)
Flexibility
A system is able to adapt to expected changes.
F. Becker / Vokurka and Flidner cited in (Schelp & Winter, 2007)
Architecture
fundamental organization of a system, embodied in its components, their relationships to each other and the environment, and the principles governing its design and evolution” ANSI/IESS Std 1471-200
collection of organizations that has a common set of goals and/or a single bottom line. In that sense, an enterprise can be a government agency, a whole corporation, a division of a corporation, a single department, or a chain of geographically distant organizations linked together by common ownership.The term "enterprise" in the context of "enterprise architecture" can be used to denote both an entire enterprise, encompassing all of its information systems, and a specific domain within the enterprise. In both cases, the architecture crosses multiple systems, and multiple functional groups within the enterprise.Confusion also arises from the evolving nature of the term "enterprise". An extended enterprise nowadays frequently includes partners, suppliers, and customers. If the goal is to integrate an extended enterprise, then the enterprise comprises the partners, suppliers, and customers, as well as internal business units. (Opengroup, 2003)
the fundamental organization of a government agency or a corporation, either as a whole, or together with partners, suppliers and / or customers (“extended enterprise”), or in part (e.g. a division,a department, etc.) as well as the principles governing its design and evolution. (Schelp & Winter, 2007)
Business Model
High level definition: the representation of an organization´s business processes. (Kontogiannis et al., 2007)
SOA Governance
Involves defining the organizational issues, the governance processes,metrics and procedures, and the necessary SOA policies (business, security, conformance, performance, technical, organizational) required to manage services and the SOA infrastructure throughout the SOA lifecyle (service design, development, pubslishing, invocation and monitoring). In addition, SOA GOV Model establishes behavioral rules and guidelines of the organization and all SOA community (architect, deirectors, business, developers, users) defined by SOA Policies. (Marks & Bell, 2006)
Service Model
The representation of an organization´s existing services and how they relate to the business processes in the business model. SOA as an IT architectural strategy actually uses services as the “operating system” for the business and its business processes. (Kontogiannis et al., 2007)
An organization that has progressed with its SOA efforts such that its business really does operate using an SOA. (Marks & Bell, 2006)
Service-Oriented Systems (Business Perspective)
A way of exposing legacy functionality to remote clients, implementing new business processes models by utilizing existing or third-party software assets, reducing the overall IT expenditures while potentially increase the potential for innovation through software investments. (Bieberstein, Bose, Fiammante, Jones, & Shah, 2006)
Service-Oriented Systems (Technical Perspective)
An approach to software development where services provide reusable functionality with well-defined interfaces; A service infrastructure enables discovery, composition and invocation of services; and applications are built using functionality from available services. (Bieberstein, Bose, Fiammante, Jones, & Shah, 2006)
Conceptual business architecture where business functionality, or application logic, is made available to SOA users, or consumers, as shared, reusable services on an IT network. (Marks & Bell, 2006)
Service Oriented Enterprise (SOE)
From a systems and IT perspective, SOE is a model for architecting software and IT infrastructure. It works in concert with current platform architectures as well as enables business process-driven architectures. From a business perspective, the concept of SOE should also cover the componentization of business functions into services whose re-composition using business processes will result in various business functions. (Huang, 2005)
Services
Modules of business or application functionality with exposed interfaces, and are invoked by messages. (Marks & Bell, 2006)
Service Orchestration
Combination of services at run-time (Schelp & Winter, 2007)
Service Composition
Combination of Services at build-time (Schelp & Winter, 2007)
Referências:
Bieberstein, N., Bose, S., Fiammante, M., Jones, K., & Shah, R. (2006). Service Oriented Architecture Compass - Business Value, Planning and Enterprise Roadmap. Upper Saddle River: Pearson.
Huang, Y., Kumaran, S., & Chung, J.-Y. (2005). A model-driven framework for enterprise service management. Information Systems and E-Business Management, 2(3), 202-217.
Kontogiannis, K., Lewis, G. A., Smith, D. B., Litoiu, M., Müller, H., Schuster, S., et al. (2007). The Landscape of Service-Oriented Systems: A Research Perspective. Paper presented at the International Workshop on Systems Development in SOA Environments (SDSOA'07).
Marks, E., & Bell, M. (2006). Service-Oriented Architecture (SOA): A Planning and Implementation Guide for Business and Technology. New Jersey: John Wiley & Sons, Inc.
Opengroup. (2003). TOGAF Enterprise Edition Version 8.1. Retrieved 20/02/2008, 2008, from http://www.opengroup.org/architecture/togaf8-doc/arch/
Schelp, J., & Winter, R. (2007). Towards a Methodology for Service Construction. Paper presented at the 40th Hawaii International Conference on System Sciences, Hawaii.
Enterprise Architecture 1st View
Provavelmente Enterprise Architecture (EA) seja um dos termos mais mencionados no mundo da TI nos últimos dois anos que apresenta menor nivel de certeza sobre o seu real significado e abrangência. As práticas empresariais e a comunidade científica, no entanto, categoricamente afirmam sua importância como elemento fundamental para alcançar flexibilidade nos sistemas de informação e agilidade para promover mudanças inesperadas em processos de negócios, o que é essencial para dinamizar novos modelos de negócios em organizações. Tema quente, polêmico e de suma importância.
Antes de mencionar nas próximas postagens algumas referências sólidas sobre EA como o tradicional Zachman e os 15 anos que cercam a evolução do TOGAF pelo Open Group , menciono um conceito mais amplo sugerido por (Winter & Fischer, 2006) que trata o assunto numa visão corporativa mais integrada, ao invés de tratar como arquitetura de Sistemas de Informação (ASI) unicamente:
" the fundamental organization of a government agency or a corporation, either as a whole, or together with partners, suppliers and / or customers (“extended enterprise”), or in part (e.g. a division,a department, etc.) as well as the principles governing its design and evolution."
O conceito é amplamento aceito, mas a diferença entre os diversos modelos está no conteúdo e relação entre as suas diversas arquiteturas. Segundo o modelo dos professores da University of St Gallen, EA pode ser mapeado em cinco camadas hierárquicas, mutuamente dependentes com actividades verticais entre elas: Business Architecture, Process Architecture, Integration Architecture, Software Architecture e Technology Architecture.
Só para antecipar, TOGAF por exemplo, considera que EA é composto por 4 camadas arquitecturais: Business, Data, Application e Technology, sendo a Arquitectura de Sistemas de Informação resultado da combinação das camadas de dados e aplicação. (Opengroup, 2003)
Referências:
Winter, R., & Fischer, R. (2006, October 17 2006). Essential Layers, Artifacts, and Dependencies of Enterprise Architecture. Paper presented at the EDOC Workshop on Trends in Enterprise Architecture Research (TEAR 2006), Hong Kong.
Opengroup. (2003). TOGAF Enterprise Edition Version 8.1. Retrieved 20/02/2008, 2008, from http://www.opengroup.org/architecture/togaf8-doc/arch/